Como pôr a ementa do seu restaurante online em várias línguas
Os visitantes decidem onde comer pelo telemóvel, muitas vezes já na rua. Se a sua ementa for uma fotografia que é preciso ampliar, numa língua que não leem, muitos seguem para o restaurante ao lado. A CSA Research concluiu em 2020 que 76% dos compradores online preferem comprar com informação na sua própria língua. Veja como pôr a sua ementa online para que um cliente de qualquer parte do mundo a consiga ler.
Porque é que uma página web vale mais do que um PDF ou uma fotografia
Um PDF ou uma fotografia da ementa impressa carrega-se depressa, e é a opção mais comum. Mas joga contra si:
- No telemóvel lê-se mal. Os clientes têm de ampliar, afastar e deslizar para os lados. Uma página web ajusta-se ao ecrã e o texto tem o tamanho certo.
- Os motores de busca pouco veem. Quem procura "polvo à lagareiro" perto da sua rua tem mais hipóteses de encontrar uma página com esse prato escrito do que uma imagem dele.
- Não se traduz de forma limpa. Uma fotografia tem de ser reescrita em cada língua. Uma página contém texto que pode traduzir e corrigir.
- Fica desatualizada. Cada mudança de preço obriga a um ficheiro novo, e o antigo continua a circular em links e capturas de ecrã.
Uma página simples, com os pratos em texto, resolve os quatro problemas.
Organize a ementa para se ler num relance
As pessoas leem uma ementa na diagonal, por isso facilite-lhes a vida:
- Secções pela ordem em que serve. Entradas, pratos principais, sobremesas, bebidas, ou o nome que a sua cozinha lhes der.
- Uma linha por prato, seguida de uma descrição curta. O nome, umas palavras sobre o que é e o preço no fim da linha.
- Símbolos de dieta com legenda. Vegetariano, vegano, sem glúten: use símbolos curtos e explique-os uma vez, no início ou no fim da ementa.
- Alergénios, com rigor. Indique os alergénios de cada prato, ou diga claramente aos clientes que perguntem ao pessoal. Na UE existe uma lista de 14 alergénios de declaração obrigatória; confirme junto da autoridade alimentar local o que se aplica a si e como deve ser apresentado. Uma nota sobre alergénios tem de estar correta em todas as línguas, por isso trate-a como um facto, não como uma questão de redação.
Traduza os pratos sem os perder
O erro habitual é traduzir os nomes dos pratos à letra. "Pulpo a la gallega" passa a "polvo ao estilo galego", e o prato perde o carácter. Os clientes costumam gostar do nome local; só precisam de saber o que é.
Um método que funciona:
- Mantenha o nome local como título do prato em todas as línguas.
- Acrescente uma descrição curta na língua do cliente: "polvo cozido, pimentão, azeite, batatas".
- Traduza a descrição, não a poesia.
A tradução automática é um bom primeiro rascunho para ementas, mas comete erros com toda a confiança em termos culinários, cortes de carne e palavras regionais. Peça a alguém que fale a língua que leia o texto antes de publicar, sobretudo as linhas dos alergénios.
Mantenha preços e pratos sincronizados
O verdadeiro risco de uma ementa multilingue não é a primeira tradução; é a quinta mudança de preço. Atualiza a ementa principal, esquece-se da alemã, e um cliente paga mais do que a página indicava.
Alguns hábitos ajudam:
- Trate preços, pratos e alergénios como factos que mudam em todas as línguas de uma só vez.
- Edite primeiro a língua principal, depois cada tradução, e compare-as lado a lado.
- Poucas línguas bem feitas valem mais do que muitas feitas a meio. Comece pelas línguas que os seus clientes falam de facto.
Um endereço por língua e um código QR na mesa
Dê a cada língua o seu próprio endereço, como /ementa, /de/speisekarte e /fr/carte. Assim, os motores de busca indexam cada versão em separado e mostram a certa à pessoa certa. Marque as versões como traduções umas das outras com hreflang, que indica aos motores de busca em que língua está cada página. Um seletor de língua no topo permite aos clientes mudar de língua sem recomeçar.
Na mesa, imprima um código QR que aponte para a página da ementa, não para um PDF. Escolha um endereço que não mude, para que os códigos que imprime hoje continuem a funcionar depois da próxima alteração à ementa. Teste-o em dois ou três telemóveis com pouca luz antes de plastificar cem.
As fotografias ajudam os clientes que não leem nenhuma das suas línguas. Algumas imagens nítidas dos pratos mais emblemáticos valem mais do que uma fotografia de cada prato. Mantenha os ficheiros leves para que a página carregue depressa com dados móveis.
Como o FolioPress resolve isto
O FolioPress é um criador de sites com tradução incluída. Escreve a página da ementa uma vez, a IA prepara um rascunho nas outras línguas, e nada é publicado sem a sua aprovação, para que possa verificar primeiro cada prato e cada alergénio, por si ou com alguém que fale a língua. Cada língua tem o seu próprio endereço traduzido, hreflang e um seletor de língua, o que faz dela um destino limpo para o código QR das suas mesas. Os temas bistro e tasca foram feitos para restaurantes, com galerias de fotografias para os seus pratos, um formulário de contacto em qualquer página e estatísticas de visitantes sem cookies. O FolioPress não tem sistema de reservas nem encomendas online. Os planos começam em 12 € por mês para duas línguas, o Multilingue custa 19 € por mês com todas as 56, e pode experimentar 30 dias grátis.