Vender casas a compradores estrangeiros: um site na língua deles
Se vende casas nas costas espanholas, nas ilhas ou em Portugal, uma grande parte dos seus compradores não fala a sua língua em casa. Começam a procurar meses antes da visita e, quando escrevem a uma agência, já decidiram em quem confiar. A maior parte dessa decisão acontece no seu site, e acontece na língua deles ou não acontece de todo.
Quem são os seus compradores
Os números do Colegio de Registradores são claros. Em 2025, os estrangeiros compraram 43,3% das casas vendidas na província de Alicante, 32,8% em Málaga, 30% em Santa Cruz de Tenerife e 29,9% nas Baleares, contra 13,8% no conjunto de Espanha. Os compradores britânicos, alemães e neerlandeses vêm à frente. Em Portugal, os cidadãos estrangeiros compraram cerca de uma em cada quatro casas vendidas em 2025 (INE).
Muitos também não são turistas: no final de 2025, 7,5 milhões de cidadãos estrangeiros tinham um título de residência válido em Espanha.
A língua importa-lhes tanto como a qualquer outro cliente: 76% dos compradores online preferem comprar com informação na sua própria língua, e 40% nunca compram em sites noutras línguas (CSA Research, 2020).
O que os compradores procuram antes de o contactar
Um comprador estrangeiro não está só a escolher um imóvel. Está a escolher o sistema jurídico de um país, uma localidade e uma pessoa em quem confiar. Antes de lhe escrever, quer respostas a perguntas como estas:
- A zona. Como é a localidade no inverno? Onde ficam as escolas, o hospital, o aeroporto, o supermercado? A praia fica a pé ou de carro?
- O processo de compra. O que acontece entre a proposta e a entrega das chaves? O que é um contrato de reserva, quem é o notário, preciso de um número fiscal?
- Os custos. Impostos, emolumentos de notário e registo, advogado, quotas de condomínio, impostos anuais sobre o imóvel. Os compradores detestam mais as surpresas do que os valores altos.
- Confiança. Quem é, há quanto tempo trabalha na zona, os seus dados de registo, a morada do escritório e um número de telefone verdadeiro.
Uma agência cujo site responde a estas perguntas com calma, na língua do comprador, já fez metade do trabalho da primeira reunião.
Que línguas oferecer
Comece pelos seus compradores, não por uma lista longa. Na maioria das costas espanholas, isso significa inglês, alemão e neerlandês, além do espanhol; em Portugal, pelo menos português e inglês, e depois as línguas dos compradores que de facto encontra. Olhe para os pedidos de informação do último ano e para a origem dos visitantes do seu site.
Duas línguas bem feitas valem mais do que seis mal feitas. Cada língua que acrescenta significa páginas de imóveis, guias e respostas para manter atualizados, por isso acrescente uma quando a conseguir manter.
Páginas de imóveis e guias de compra
Cada imóvel merece a sua própria página em cada língua, com endereço próprio, para que uma pesquisa em alemão encontre a página alemã. Boas fotografias fazem a maior parte do trabalho: luz natural, divisões arrumadas, a vista, a rua, a praia ou a praça mais próxima. Escreva a descrição para quem nunca lá esteve, e mantenha factos como a área, o preço e as quotas de condomínio em linhas curtas, fáceis de verificar em todas as línguas.
Os seus anúncios mudam todos os meses, mas os seus guias continuam a funcionar durante anos. Guias da zona ("Viver em Jávea todo o ano"), um guia de compra passo a passo, uma página sobre custos e impostos e uma página para compradores não residentes são as páginas que as pessoas procuram muito antes de olharem para uma casa concreta. São o seu principal trunfo nas pesquisas, e mostram o seu conhecimento melhor do que qualquer slogan.
Evite pôr os guias em PDF: leem-se mal no telemóvel e os motores de busca lidam mal com eles. Use páginas normais, com hreflang para que os motores de busca saibam em que língua está cada versão.
Pedidos de informação e tudo o que é jurídico
Quando alguém escreve em alemão, responda em alemão, ou diga com honestidade que vai responder em inglês e ofereça uma chamada com alguém que fale a língua dessa pessoa. Um formulário de contacto em cada página de imóvel, com o nome do imóvel incluído, poupa uma ronda de perguntas.
A tradução automática é um bom começo para descrições e guias, mas precisa de uma leitura humana. Para tudo o que seja jurídico ou financeiro (contratos de reserva, explicações fiscais, condições de venda), peça a um tradutor profissional ou a um advogado que reveja a tradução, e confirme com um advogado ou consultor fiscal o que as suas páginas podem dizer. Uma palavra errada num guia é embaraçosa; uma palavra errada num contrato sai cara.
Como o FolioPress se encaixa
O FolioPress é um criador de sites com tradução incluída. Escreve uma página uma vez, a IA prepara um rascunho nas outras línguas, e nada é publicado sem a sua aprovação. Cada língua tem o seu próprio endereço traduzido, hreflang e um seletor de língua, para que o seu guia de compra seja encontrado em neerlandês e também em inglês.
As galerias de fotografias servem para as páginas de imóveis, o blogue com artigos agendados serve para os guias da zona, e pode pôr um formulário de contacto em qualquer página. Está alojado na UE.
O FolioPress não tem feeds de imóveis, integração com portais nem filtros de pesquisa, por isso adequa-se a agências boutique com uma seleção cuidada de casas, e não a grandes carteiras. O Bilingue custa 12 € por mês, o Multilingue 19 € por mês com todas as 56 línguas, e tem 30 dias grátis.